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Ontem à noite foi ao ar na Televisão Espanhola, o programa “Um país para comer”, neste programa em particular, você visitou a província de Albacete. Cidade em que nasci, e apesar de que a abandonei como residência habitual, aos 18 anos, é um site que volta com muita frequência, porque grande parte de minha vida continua lá.

Eu gostaria de fazer um curso pelo documentário a partir de um ponto de vista nutricional, e adicionar os comentários menos científico e mais pessoais que me vêm à cabeça quando vejo uma proposta como a seguinte.

Programa “Um país para comer”. Albacete. RTVE

O programa inicia-se com uma vista aérea em que se pode distinguir o açafrão, a tamborada, muita uva e alusões ao nosso humor manchego. Esse que se dá na pele e faz-se fazer tontunas como esta para Fame Lab, ou esta para Naukas.

Fala-Se do cinema e da cultura, enquanto vê uma imagem aérea de Ayna, no filme “Amanhece que não é pouco”, de José Luis cuerda. O programa inicia de forma chanante, com José Reis falando com a Ana Duato, em que, em uma cena muito de Muchachada Nui (falhas de raccord incluídos) começa a enumerar comidas típicas da região.

O encontro com a Corda na capital dá início à degustação dos pratos. “O clima tem marcado muito o carácter” “Fantasiosos e inventivos”, “Nós gostamos de empancinarnos”.

A primeira parada leva a falar do atasca burras, prato que já foi tratado no blog com a receita gañana. Passeiam pelo centro da Cidade, aparecem ruas míticas como Tijolos e locais, como O Calejón, onde comem perdiz.

Mudança de ambiente na cidade, dando passagem para a área da Catedral, onde visitam a Adega de Serapio, a próxima escolha é um Alho para o Matadouro. “A coisa mais fina do que nunca”, segundo a Corda. Um prato que, para mim, justifica a existência do pão por si mesmo.

Deixando a capital, e endereço de Múrcia, chegam a Tobarra. Apesar de que as imagens se cruzam montanhas, este trajeto, pouco tem que atravessar mais do que uma distância imensa. “As pessoas de Albacete é a melhor pessoas que há no mundo”. Este tempo é dedicado ao tambor, honra que compartilha Tobarra com a cidade vizinha de Aveiro.

Arroz com coelho e caracóis fervente

As perolas tobarreñas procuram caracóis que se alimentam de alecrim, uma especialidade provincial requintada que lhe dedicamos a entrada do caracol, é carne ou peixe? Sem dúvida, um dos meus acessórios favoritos para o arroz com coelho, que preparam a seguir, que acompanham com um vinho da terra e pão cortado com uma navalha albaceteña; tudo em uma mesa decorada com um tapete manchego. (Impossível de ver essa cena com fome).

Em Elche de la Sierra lhe dedicam alguns minutos, os tapetes de serragem. De volta à capital falarão da marca “A casinha de chocolate”, um bocado artesanal com recheios diferentes manchegos.

Em Dehesa de Campinas, que é a zona de nascimento do melhor queijo do mundo de 2012.

Turno de Almansa, “para e descansa”, onde O Pincelín, tomam o que é, sem dúvida, o meu prato favorito de qualquer gastronomia: Os gazpachos manchegos. Ainda estou à espera que alguma preparação exceda o sabor do melhor prato da minha terra.

No retorno à capital se lhe dedica um tempo para a cutelaria, artesanato referência na província. Já nas Adegas Ayuso de Campinas, a área mais ampla de vinhedo do mundo, mais de 450.000 hectares. Nesta mesma localidade testarão as papas, preparadas com farinha de chícharo. Uma comida que degustam com um dos horizontes mais planos que se pode encontrar na região, quase sem acidentes geográficos.

Se a estas alturas do programa não estão salivando quando vê Ana Duato tomar o mingau, e esperar a sobremesa. Aparece em cena o doce mais famoso de Évora: O miguelito da Roda.

O plantão das montanhas chega de mãos dadas com José Ramón, empresário de Salegas do Maguillo o que eu tenho a sorte de conhecer, especialmente para seus filhos e filha, com os quais tive a sorte de compartilhar muitas horas no meu grupo escoteiro. De sua mão percorrem o sul da província, onde se aproximam da tradição da resina, e degustarão uma caldeirada de cordeiro ao fogo “um lento”, contando o segredo de que saia riquíssimo “l’ultimo”.

“O último” também encerra o programa com uma referência cinematográfica de Amanhece que não é pouco.

Esta entrada tão pouco ortodoxa, a finalizaré de uma forma pouco ortodoxa também: uma pesquisa.

Vos pergunto, qual é o seu prato favorito entre os que aparecem no programa.

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-Bom dia, doutor.

-Bons dias, o que acontece?

-Você vai ver, deve ser algum fenômeno estranho que acontece quando se juntam duas ou mais mesas, ou algo que devem ter as disposições circulares ou as toalhas de mesa, muito grandes. Não sei muito bem o que me acontece, mas quando mais pessoas do que o normal, acabo sempre um pouco tocado.

-Isso é muito estranho, siga contándome.

-Você vai ver, no outro dia o confirmei. Fomos para a comunhão de minha prima pequena, toda a família (cerca de 40) fomos para a festa, e no final da refeição, estávamos um pouco “chispados”. O fato é que durante toda a semana em casa, temos comido somente 3 pessoas: minha mulher e minha filha, e nenhum sinal de embriaguez.

-Entendo, siga-me, colocando exemplos. Há algum caso em que lhes diga especialmente?

-Sim, eu acho que conforme mais pessoas o sintomas se agravarem. Por exemplo, as bodas me afetam mais do que as comunhões, deve ser porque há ainda mais pessoas você Não acha? Talvez uma reunião de 200 ou 300 pessoas é muito mais perigosa do que as de 40-50. Além disso, não é somente a mim, deve ter visto meus primos e minha tia e segunda, todos dançando com a gravata na testa, que o haviam perdido o controle!

-Parece preocupante. Ouça-o e pensou que você poderia ser coisa dos talheres? Ou, talvez, do número de empregados? É possível que o que lhe provoca esse quadro é o fato de que em casamentos tenha ainda mais o número de talheres e de pessoas, atendendo as mesas.

-Pus note que cheguei a pensar em fazer isso. Mas o que ia dizer imediatamente, lembrando-me de quando era jovem. Você Verá, reuníamo-nos para fazer a garrafa e, sem dúvida, é uma das piores sintomas presentábamos. Você pode nos juntásemos entre 1000 ou 2000 pessoas, e aí tudo piorava. Conseguia ver a muito prejudicados, até mesmo alguma ambulância aparecia a cada noite. Sem dúvida devia ser coisa da multidão.

-Você tem razão. Eu vou exigir que, durante o próximo mês em coma e beba sempre com menos de 3 pessoas.

-Muito obrigado doutor. Eu acho que eu tenho comido no grupo acima das minhas possibilidades.

Esta consulta médica que, aparentemente, parece estúpida, mostra como as pessoas podemos montarnos ideias erradas em nossa cabeça, se não conhecemos ou conhecemos as variáveis que provocam os sintomas que sofremos.

No exemplo apresentado, o paciente não apenas encontra uma relação “Comer com muitas pessoas me provoca sintomas de embriaguez”, mas que vai além e estabelece uma correlação linear “mais pessoas, mais bêbado”.

Se obviamos o resto das variáveis, podemos ter um exemplo de “Amímefuncionismo”. Neste caso em concreto, corresponderia a uma ilusão de causalidade.

Quando, na realidade, é uma variável intermediária que o explica.

E até mesmo o caso da garrafa poderia ser mais um exemplo de variável espuria:

Este exemplo de raciocínio nos acontece de forma contínua no nosso dia-a-dia: quando pensamos que estamos em um exame por um amuleto, quando um comprimido de homeopatia nos tira a dor de cabeça, quando está instaurada a crença de que as crianças são alteradas por o açúcar, ou quando eliminamos um alimento da nossa dieta e nos “encontramos melhor”.

Há pessoas que se referem eliminar, por exemplo, queijo ou carne de carneiro da dieta, e encontrar-se a partir deste momento melhor consigo mesmos. Quando, talvez, é muito mais provável que estejam por ter reformado os seus hábitos, ou por ter incorporado uma série de alimentos à sua dieta.

Outro bom exemplo é o funcionamento dos produtos milagre:

Ou o bom exemplo de gráfico que se coloca, por vezes, com a experiência de aranha:

Como devemos lembrar, a correlação de duas variáveis, não implica que estejam relacionadas. Recomendo, para isso, a leitura desta entrada em Naukas.

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Esta manhã mandei a minha filha para a escola um pouco confusa, ao sair pela porta me dizia:

-Mãe, então as crianças não bebem Coca-Cola??? Apenas os maiores, eu vou dizer-lhe o senhor que não vou tentar.

Deu-Me tanta pena que, no final, acabei dizendo que sim, que o tente, se quiser:

–Mas você não vai gostar porque tem bolhas e pica. (Eu tinha que dizer a ela, aumentando assim a sua confusão).

Quando, na semana passada, recebi uma nota da escola, convidando os nossos filhos de terceiro infantil (5 anos) para uma visita à fábrica da Coca-Cola, não podia sair de meu assombro.

Na nota nos indicam que eles vão colocar um vídeo e vão convidar uma degustação de produtos e obsequiarles com um presente, ou o que é o mesmo: vão encher a cabecinha de como é bom consumir Coca-Cola, Fanta e similares, captando novos clientes-consumidores de 5 anos.

Me parece que quanto menos mesquinho por parte da coca-cola, este doutrinação tão cedo e friamente calculado.

Dirijo-Me ao grupo da escola, com todo o meu espanto e indignação e me toupeira, para minha grande surpresa, com a aceitação de todas as mães da saída e o seu conteúdo:

–Será que eles vão passar muito bem mulher!- (me repetiam todas).

E ontem me dizia uma delas, o que não deixa de experimentar o menino e vai continuar, sem fazê-lo.

O que estamos fazendo, então? Ensinamos em casa do que os refrigerantes com gás e açúcar não são bons, não são para crianças, não são saudáveis e não devem consumi-los, mas, em seguida, lhes arrojamos para uma visita, onde eles vão explicar o fantásticas que são e vão dar a provar, para quê? com que finalidade?

Para tê-los em seguida enfrentados em todas as festas de aniversário, bares e locais onde se ofereçam estas bebidas, para que pareça que é coisa nossa, dos pais que somos uns restritivos e que lhes proibimos de todas as coisas “boas”, apesar de que na fábrica viram o ótimo e divertido que era tudo, e que a sociedade esteja tão normalizado.

Os loucos somos nós: os pais e mães que não deixamos de fazer o que querem, como sempre, como não deixamos cair com a moto por uma encosta muito íngreme ou subir o mais alto do castillete do parque ou tantas coisas divertidas que nos esforçamos em prohibirles dia-a-dia.

Porque não uma visita a um pomar? Você ou a um jardim botânico, a casa da ciência, em algum dos muitos museus de Sevilha ou seus maravilhosos parques?

Por que não vamos para a biblioteca ou interagir com livros e brincar com as letras, ou a uma escola de música a conhecer os instrumentos e cantar músicas? E se nós organizamos uma atividade para recuperar as canções populares? Ou será que revolucionou os jogos de rua tradicionais? Talvez uma escola de dança ou teatro? A casa da ciência? O planetário?

Quantas coisas me vêm assim de repente, em um minuto!

Contudo, o que acontece com nossos colégios? Você é tão queimados são o que não falta criatividade? Ou será que realmente eles pensam que esta atividade é adequada ou adequada para crianças de 5 anos?

Ou pior ainda, você simplesmente dá-lhes igual?

Porque eu não quero pensar que as professoras ou a diretora simplesmente estão no cole no modo passivo, esperando que a Coca-Cola toque à sua porta para pedir prestados os cérebros de suas crianças de 5 anos, que diga-se de passagem, são esponjas e estão em plena ebulição.

Porque se é assim, posso ser eu que toque a sua porta, e lhes propõe atividades para promover a alimentação saudável, por exemplo!

Por favor, não adoctrinéis nossas crianças, neste sentido, que são o nosso futuro e que, em suas mãos, deixamos a árdua tarefa de lutar por um mundo melhor, por uma alimentação mais saudável e saudável, para evitar doenças cardiovasculares, câncer, obesidade…

O Enseñémosles a importância de manter uma alimentação saudável, comer frutas e legumes e alimentos de verdade, enseñémosles a serem processadas em casa! Façamos receitas caseiras, saladas de frutas de cores, brincar com os vegetais e os produtos frescos, e saiamos ao campo e respiramos o ar fresco.

Que nos preocupemos um pouco o que lhes entrar na cabeça, porque penetrá-lo bem também se podem aprender muitas coisas, e se são saudáveis e saudáveis, está muito melhor, não vos parece?

Este relato é uma carta aberta de uma mãe jovem que tem todo o apoio e o alto-falante deste blog para denunciar esta situação, que se deu no colégio de sua filha. As linhas seguintes são minhas.

Aproveito para lembrar que o consumo de refrigerantes é um fator de risco de doenças não transmissíveis, cárie, excesso de peso e obesidade. E que a tentativa de relativizar a importância sobre o seu impacto para a saúde constitui uma das muitas estratégias de mentiras que a indústria de bebidas açucaradas.

Desencorajar o consumo destes refrigerantes deve ser uma das prioridades de saúde pública, e constitui hoje uma das principais estratégias a nível mundial, devido ao alto consumo das mesmas.

Se como membro da comunidade educativa, você continua pensando que uma visita à fábrica de bebidas açucaradas, ou de um estabelecimento que servem comida saudável se ajusta ao seu currículo escolar, talvez poderíeis replantearos muitas coisas. Vale mais que seja engraçado, é que seja um passeio no qual possam aprender métodos de produção, mas esses mesmos conteúdos podem ser ensinados com produtos que também fomentasen um estilo de vida saudável. Não antepongáis o entretenimento puro e circo da saúde. Como profissionais da educação sabeis que os conteúdos educativos, valores e diversão não estão reñidos.

Não podemos, por último, mas recomendar aos colégios e escolas que tenham interesse em incutir bons hábitos, que normalizar o consumo de refrigerantes é uma atividade irresponsável. E que há muitas alternativas melhores para levar a cabo uma promoção de bons hábitos. Aqui têm ideias, ideias e mais ideias para começar.

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Olá Nuno, antes de mais nada, obrigado pelo elogio, embora seja um pouco de fel :), e admiro sua atitude de atacar o conteúdo, não a pessoa, já que muitos companheiros perdem o norte, às vezes.

Não costumo dedicar muito tempo a responder críticas de dados isolados que se tomam do Blog, mas como me considero um cara sério, vou tentar pelo menos dar algumas pinceladas de minha opinião:

* Sobre a sustentabilidade, é muito discutível pensar que a agricultura em massa atual à base de cereal é a solução. Muitos especialistas apontam que é parte do problema, já que os grandes monoculturas devoram ecossistemas inteiros. Por exemplo, há poucas gerações, os Estados Unidos eram uma grande pradaria, hoje está coberto de milho, e as florestas destruídas. Dá para um grande debate, mas esta é a ideia, e se você analisa métodos de produção como os de Joel Salatin. Eu não tenho certeza que seja a solução para alimentar 7 mil milhões de bocas, mas com certeza ajuda. E lembre-se que estamos falando de SAÚDE, não de como expandir a população. Para este último, é melhor continuar hinchándonos a cereal, isso é certo.
* Palavras pseudo-científicas, não sei muito bem o que você quer dizer, mas para citar o que diz:
– toxinas: Em vários artigos falo tanto de toxinas provenientes de compostos plásticos (tipo BPA), como de toxinas produzidas em determinados métodos de cozimento (tipo aminas heterocíclicas) e, às vezes, falo em geral, quando eu temas mais conceituais, ou se quiser filosóficos como o que aponta. Isolar esses pontos para tentar invalidar todo o resto me parece pouco da sua parte. Também hablabla recentemente as toxinas de muitas plantas (com nome e sobrenome :), para que não digas que eu acho que todo o ‘natural’ é bom
– natural/artificial: Se você ler um pouco mais o Blog, repito, muito de que nem tudo o natural é bom, e nem tudo o artificial é ruim, ou com o tema evolutivo, nem todo velho é bom nem tudo o moderno é ruim, mas eu acho que devemos considerar a ‘natureza como um modelo’, e a biologia evolutiva e genética/epigenética como elementos-chave para o estudo do corpo humano. Mas isso, meu amigo, não é pseudociência, são ciências que têm muita relação com a ciência, que tu divulgas. Acho que pouco a pouco vão convergindo.
* Beleza: De novo eu acho que se você se aprofunda mais no Blog verá que compartilhamos a idéia de Saúde, primeiro, de fato eu sempre digo que a forma segue a função. Até mesmo o artigo do traseiro perfeito que você mencionou, se você ler, verá que o foco é corrigir a postura e evitar a amnésia gluteal (um problema sério). Muitas horas sentado reduz os flexores de quadril, enfraquece os glúteos (os músculos grandes do corpo), com consequências como dor na parte baixa das costas, quadríceps excessivamente dominantes, que leva a problemas de joelho… de tudo isso que fala o artigo, e você estará de acordo comigo em que isso é saúde, e o prêmio era o melhor Blog de Saúde, não de nutrição ;).
* Sobre o comentário que você diz que me fizeste no Blog, eu posso dizer que tenho mais de 6.000 clientes, com cerca de 80 brincos, e posts com mais de 300 comentários. Por um lado estou muito contente de que se gere esta dinâmica, mas a parte negativa é que é impossível (pelo menos para mim) responder a todos, especialmente de artigos mais antigos, como eu entendo que era o caso. Mas eu me comprometo a responder em alguns dias, e se você realmente quiser trocar opiniões, te proponho que me dê um e-mail e procuramos um tempo no skype, muito mais útil do que entrar para trocar comentários

No fim Aitor, você diz que nós somos como da noite para o dia, eu acho que não tanto, que temos diferenças irreconciliáveis em alguns casos), mas se você irritantes em entrar mais em detalhe, e não ficar na superfície, você verá que não estamos tão longe.

Por outro lado, devo agradecer a divulgação que você me faz. Vários colegas seus têm conhecido o blog a partir de aqui, e se bem que começaram a ler com muitos preconceitos, parece que, ao raspar um pouco mais (sem estar em tudo de acordo com o que eu digo, é claro) estão longe de tacharlo de pseudo-ciência. Espero que você tome o tempo para aprofundar e que o discutamos.

Saudações,
Marcos

Ou melhor, “AtaJcaburras” com “J” de la mancha, que é como o escucharéis no planalto sul. Esta entrada vem perfeito para o dia de hoje, porque entre as tradições manchegas está a preparar em casa atascaburras o dia em que caem as primeiras neves do inverno. No ano louco, com um inverno sem chuva e uma primavera que começa com flocos sua preparação foi bastante demorado.

Seu nome, diz a história, que se deve a que este prato é tão grato no estômago, que tem a capacidade de “satisfazer até às burras”, geralmente é de um alto teor calórico, mas, como todas as receitas, podem-se avaliar as quantidades para fazer um atascaburras equilibrado, e, além disso, uma avaliação nutricional muito interessante.

E nesta fria manhã, quando o meu Albacete nevado, e eu, à distância, me vão permitir a ousadia de convidar uma pessoa para explica-os a receita do atascaburras, trata-se do gañán manchego. Se você quiser ver receitas normais estão na internet, se você acha que aqui vai ter receitas normais, a trouxestes clara…
Para fazê-lo, sem excessos e e charos algumas risadas: começo com a receita gañana do Atascaburras. Deixo-vos o link para o dicionário manchego por se vos vedes perdidiços, não vos atoreis.
[Nota: o Alto conteúdo de humor manchego, pessoas sosaina pode encontrá-lo absurdo, eu recomendo uma dose de Monty Python na veia, seguida da leitura de “Amanhece que não é pouco”]

RECEITA GAÑANA DO ATASCABURRAS:
Yaaajaa! Yaaajaaaa! YAAAAAAJAJAAAAA!!
Que tal muchachada como andais? O que marcha me levas?

Como já disse o achuchante do autor do bloj este, blog, ou como se diz, eu via’ ensinar uma receita típica da nossa terra, é uma receita bastante simples, o que não leva muito abaleo, até os que são mais zorripas sereis capazes de prepará-la, comê-la bem e quedáos abotargaos’. Assim, não vos alampéis, e atended primeiro os ingredientes:

Haverá que dar por alma o seguinte:

Os que somos sábios de verdade, arquitetos’, usamos neve derretida em vez de água, para que a receita saia buenimmma.

Agora que dizeis… vendo-a assim, com calma, eu estive pensando, que essa receita é um pouco foda, o cara é um ñaclo, um secuzo que lhe foi quitao’ a toa’ da substância. Na piscina você echábamos a isso, o óleo e os ovos como se não houvesse amanhã, 4 ovos por pessoa, por menos… Se não quereis que vos fique recochura por ter-vos comíos esta miséria de releje no prato pedíos então um categorias: com vinho da terra, mas não muito, para que não vos entre rescoldina. De sobremesa cerca de miguelitos (de creme, nem sos’ aconteça de chocolate).

A receita é preparada proposição’:
Arrimaos tosse’ os utensílios de cozinha em primeiro lugar.
Na mais’ começar preparais a cozer as batatas em água com sal (ou neve se tenís’).
E em outra panela ao lao’ colocar o bacalhau para ferver. Podís “aproveitar a cozer agora o ovo cozido de galinha linda e aproveitar o calor’ o que deixais o orete então.

Deixai-vos estar a sopesquete, porque o bacalhau é cozido antes que as pataticas, não vos meeis fora, que não vos aconteça. Quando estiver tenro, o bacalhau, o apartáis, e guardardes o caldico, que, em seguida, nos servirá para regular a espessura, se sois uns moles e alguns “kitsch”, você pode coar a espuma do caldo.

Enquanto cozem-se as batatas e o bacalhau, o colocamos em uma sarten o aceitico com os alhos, para dorarlos um pouco e que lhe dão sabor ao prato. Não estejam zurracatranes e queimadores de alho que, em seguida, amarga como o demônio.

Agora, os alhos e o azeite, os lançardes um almofariz dos bons, onde, pouco a pouco, vai-se adicionando a arbundante’ batata, para esmagar e misturar tudo, é importante acrescentar pouco a pouco, a patatica bem suave, para que o casamento, a massa, seja o que deve. Iremos esmagando com argamassa a massa, até que fique como na estampica esta de lao’
Vá pinta! Não te digo nada, e digo-to’

Se vos está ficando cementosa, ou aguachirri, não tenhais conduerma, já apareceu o pente! você pode adicionar o caldo ou mais batata para aviarlo.
Fique a sopesquete, para testar a massa, pouco a pouco, como não temos añadío’ sal, se vedes que vos resta regomello ao experimentá-lo sumadle uma curta.

Uma vez que a polpa, espizcan o bacalhau em plano de migalhas, como se fosse neve, e misture bem. Para terminar, añadís as nozes já no prato ou cacuela juntamente com os ovos cozidos (não aceitação somarros, e remover a casca, o sinacos!).

Pode-Se tomar quente ou frio, o mesmo se dá, da mesma forma, vão abarrer’ o prato.

Que vos seja rico este prato invenal, que com a viruja que está fazendo, é possível que você tenha que preparar várias vezes na temporada, e lembrem-se: “Até quarenta de maio não se remova a túnica, e se você Albacete até quarenta e sete”.

A jartarse! O Arrebuíyava!

AVALIAÇÃO NUTRICIONAL:
Após este delimitado episódio mudança rápida, valorizo nutricionalmente este prato.
Como diz o gañán, normalmente esta receita é abundante porque se preparava com muito óleo, ou muitos ovos. Perfeitamente se podem regular as quantidades para equilibrarlo e deixá-lo como um prato único e muito interessante.

Se você seguir as quantidades indicadas nos fica um prato muito completo, com um aporte próximo a 600 kcal, 700Kcal se usamos mais óleo na regulação da massa.

Terá predominios de hidratos de carbono, porque o eixo da receita é o amido da batata, acompanhado de proteína de alto valor biológico (ovo e bacalhau) e um perfil lipídico interessante (com predominância de ácidos graxos insaturados no óleo de oliva, nozes, ovos e peixes).

Por encontrá-lo algum, mas podemos dizer que é um prato pobre em fibras e limitado, entre outras, em vitamina C, um bom complemento poderia ser como sobremesa, frutas, e/ou acompanhar com uma salada leve.

Se você gostou compartilhe e divulgue!

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